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PEC do diploma será votada no Dia do Jornalista

Posted by Administrator on 26 de março de 2015 in ULTÍMAS NOTICIAS |

A PEC 206/2012, que restitui o diploma para o exercício do jornalismo no Brasil será votada no dia 7 de abril, Dia do Jornalista. A informação foi dada pela assessoria do deputado e autor da PEC, Paulo Pimenta, que negociou a data com o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha. A boa notícia foi dada à categoria após o ato público realizado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e Sindicatos, nesta quarta-feira (25), no Salão Verde da Câmara Federal, em Brasília.

Com essa informação, a Fenaj e os Sindicatos vão organizar uma nova e grande manifestação no dia da votação, envolvendo jornalistas, estudantes e professores de jornalismo, para que a PEC seja aprovada após seis anos da equivocada decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

A presidente do Sinjor-PA, Roberta Vilanova, participou da mobilização juntamente com a vice-presidente da Fenaj, Maria José Braga; do diretor institucional da Fenaj, José Carlos Torves; da presidente do Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo, Marília Poletti; Sindicato dos Jornalistas de Goiás, Cláudio Curado; do coordenador geral do Sindicato do DF, Jonas Valente; do vice-presidente regional do Sindicato do Paraná, José Roberto Geremias; e do ex-presidente da Fenaj, Américo Antunes.

Durante toda a tarde, os dirigentes sindicais e estudantes abordaram diversos deputados federais, cuja maioria demonstrou apoio à causa dos jornalistas brasileiros. Foi confirmado o apoio das bancadas do PSOL, PPS, PT e PMDB. O apoio do PMDB, inclusive, foi afirmado pelo próprio líder do partido na Câmara, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), que recebeu os representantes da Fenaj e sindicatos no gabinete da liderança.

Roberta Vilanova conversou com os deputados Joaquim Passarinho (PSD), Wladimir Costa (SD), Simone Morgado (PMDB), José Priante (PMDB), Arnaldo Jordy (PPS) e Edmilson Rodrigues (PSOL). Os deputados Edmilson Rodrigues e Arnaldo Jordy, inclusive, anunciaram que as bancadas dos seus partidos já decidiram pela aprovação da PEC.

No encerramento do ato, no Salão Verde, a vice-presidente da Fenaj, Maria José Braga, defendeu a regulamentação da profissão, com a volta da exigência do diploma para o exercício da profissão. Segundo ela, o Jornalismo é uma atividade imprescindível à democracia e, por sua importância, exige profissionais qualificados. “O Jornalismo é garantidor da liberdade de expressão coletiva. É por meio dos jornalistas que a sociedade pode ter acesso à diversidade e pluralidade de opiniões”, disse.

Para Roberta Vilanova, a graduação é o primeiro passo para a formação de um bom jornalista, que assim, como outros profissionais, precisa investir na sua qualificação profissional com cursos de atualização, especialização, mestrado e, doutorado. “A decisão do STF só contribuiu para a desvalorização profissional e precarização das relações de trabalho, por isso é importante manter a categoria mobilizada pela restituição do diploma para jornalista”, disse a presidente do Sinjor-PA.

A deputada Luizianne Lins (PT/CE), que é jornalista, disse apoiar integralmente a luta da categoria. “Os jornalistas precisam ser reconhecidos e valorizados”, afirmou a paramentar.

O deputado Edmilson Rodrigues também compareceu e enalteceu a formação de nível superior para a evolução do conhecimento humano. “Há quem possa, pelo saber popular e tradição familiar, fazer certas curas, mas há de se exigir o diploma para exercer a medicina”, comparou o deputado. que enfatiza a necessidade de formação para exercer o jornalismo. “Além da técnica, é fundamental a ética aprendida no curso. Qualquer pessoa que escreva não é a obrigada a ter ética, mas o jornalista deve ter”, acrescentou o parlamentar.

Segundo o deputado, defender o diploma como pré-requisito para exercer a profissão, não significa ignorar a existência de grandes jornalistas sem a devida formação. “Não se pode cobrar esse diploma de quem hoje é jornalista aos 80 anos, quando há 60 anos nem existia o curso. Mas hoje não é admissível que uma profissão com tantas graduações e pós-graduações dispense a exigência do diploma. É uma concorrência desleal e é desleal também com a sociedade, porque assim se abre mão da qualidade jornalística”, declarou.

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