Evandro Pantoja, presente!

Evandro Pantoja era a expressão da vida. Da vida lutada de quem luta por dignidade; da vida sentida de quem tem sensibilidade e empatia com o próximo; da vida vivida de quem viveu sem ter vergonha de ser feliz. Uma felicidade que contagiava por onde passava. E foi justamente a vida, a batida de um coração, que deixou de pulsar nesta sexta, 17, em Barretos (SP), e nos deixou sem chão. Perdemos um jornalista, perdemos um companheiro, perdemos um amigo. E a alegria se fez silêncio, e o silêncio se tornou saudade.

Evandro foi militante fundamental na reorganização do SINJOR-PA, propositivo e mobilizador entre os colegas, sendo referência em todas as empresas por onde passou, seja nas assessorias de comunicação, na TV RBA ou, mais recentemente, no Portal Fato Regional. Extremamente cortês, tinha como marcas a alegria, a educação e a gentileza com colegas e fontes. Não houve quem desgostasse de seu jeito leve e divertido no dia a dia.

Generoso, nosso amigo era dotado de uma sensibilidade única, sempre disposto a ajudar qualquer pessoa e presente em todos os momentos. Apoiou todas as lutas do nosso tempo, sempre ao lado dos mais vulneráveis, trabalhadores, moradores de periferia, indígenas, quilombolas e LGBTs.

Evandro reunia duas características que podem parecer conflitantes, mas que são complementares no espírito revolucionário: a indignação e o amor. Indignado com as injustiças e amoroso no trato pessoal, sintetizava essa postura em uma frase: “Endurecer, sem jamais perder a ternura”.

Nem nas horas mais difíceis, Evandro se deixou abater. Com um largo sorriso, comemorou, no último dia 7 de abril, o Dia do Jornalista, demonstrando um amor à profissão que poucos de nós conseguem expressar, exercendo o ofício com dignidade, ética e sensibilidade.

Neste momento, em que ainda é difícil encontrar palavras para expressar a grandeza do ser humano que você foi, nos solidarizamos com familiares e amigos e afirmamos que o melhor que podemos fazer é agradecer por você ter feito parte das nossas vidas e nos inspirar a seguir em frente.

osso luto será potência para a luta coletiva, como você sempre destacou. Assim, você seguirá amado e lembrado. Muito obrigado, Evandro Pantoja.
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“Deixe-me dizer-lhe, correndo o risco de parecer ridículo, que o verdadeiro revolucionário é guiado por grandes sentimentos de amor”, Che Guevara.

Evandro Pantoja, presente!

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